quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CAXIAS - O Pacificador (bol. n° 14 - 03/10/2012)


" DUQUE DE CAXIAS - O PACIFICADOR."



      O barão, visconde, conde, marques e duque de CAXIAS foi Luiz Alves de Lima e Silva. Ele nasceu no RJ,no arraial do Porto Estrela de Maio de 1880.Era filho do  marechal Francisco de Lima e Silva que foi um dos três membros da regência, nomeados no dia da abdicação de D.Pedro I, em 07 de Abril de 1831,e que faleceu em 02 de Dezembro de 1853,e de sua mulher D.Mariana Cândida de Oliveira Bello que faleceu em 11 de Novembro de 1841,Dama Honorária de SM.a Imperatriz. Era irmão do conde de Tocantins e da baronesa de Suruhy. Casou em 06 de Janeiro de 1833 com D.Ana Luiza Carneiro Vianna, nascida em 30 de Dezembro de 1816 e falecida  no RJ em 23 de Março de 1874.Era filha do Conselheiro Paulo Fernandes Vianna e de D.Luiza Rosa Carneiro da Costa que era filha de Braz Carneiro Leão e de sua mulher D.Ana Francisca Maciel da Costa, baronesa de S. Salvador de Campos. Eram pais da baronesa de Ururahy, D.Ana Francisca de Loreto. Reconhecido cadete aos 5 anos de idade no 1º Regimento de Infantaria da Corte, cursou com brilhantismo a Real Academia Militar em 1823.Ainda tenente foi fazer a Campanha da Baia e desde esta data a sua gloriosa espada esteve sempre em defesa da Pátria. Em 1835,ocorrendo a revolução do RS que durou 10 anos foi então barão de Caxias o depois de alguns combates sufocou a rebelião nas províncias de SP e MG, derrotando os rebeldes em Santa Luzia a 20 de Agosto de 1842.Em 1851 declarada a guerra entre o Brasil e o ditador Rosas, foi ainda o conde de Caxias que a frente de 18.000 brasileiros em Setembro desse ano, entrou no território Oriental e a 18 de Outubro, Oribe rendia-se com todo o seu Exército. Fez toda a campanha do Paraguai e como comandante em chefe das forças brasileiras, levou de vencida os paraguaios sucessivamente nas batalhas de Tuyuty, Humayta, Uruguayana  etc. ate a entrada triunfal em Assunção em 05 de Janeiro de 1869. Foi marechal do Exercito Brasileiro, Senador pela província do RS, em 1845,Conselheiro de Estado em ministro da Guerra no 12º Gabinete de 1853,Presidente do Conselho em 1856,1861 e 875,gerindo sempre a Pasta da Guerra. Era Gran-Cruz da I. Ordem do Cruzeiro, da I Ordem de D.Pedro I (única pessoa que possuiu a Gran-Cruz desta Ordem, reservada somente aos príncipes de sangue ) da I.Ordem de S.Bento de Aviz, Gran-Cruz efetivo da I.Ordem da Rosa, da Ordem de N.S. da Conceição de Vila Viçosa de Portugal, etc. Tinha as seguintes medalhas: Medalha Oval da Independência da Baia com passador de ouro, a Comemorativa da rendição de Uruguaiana, a do Exercito Oriental do Uruguai, a de ouro de Mérito e Bravura Militar e a da Campanha do Paraguai com passador de ouro.  




Fatos marcantes da vida de Caxias

      O major Miguel de Frias, derrotado a 3 de abril de 1832 pelo major Luiz Alves de Lima e Silva, pôs-se em fuga e tentou escapar. Indo ao seu encalço, Lima e Silva foi informado sobre a casa em que o chefe revoltoso se havia asilado. Aproximou-se, e o dono da casa lhe franqueou a residência, que Caxias percorreu. Ao fim de um corredor havia uma porta fechada a chave. Caxias a abriu, e no centro do quarto, de pé, o major Frias o esperava. Os dois se olharam, mudos. Ao fim de um instante Caxias se retirou, dizendo ao dono da casa:

    — Desculpe-me. Não há ninguém...
    No dia seguinte Miguel de Frias fugia, asilando-se nos Estados Unidos.

§§§§§§§§

    Caxias comprara em 1850 uma fazenda na província do Rio de Janeiro. Ao tomar posse, encontrou 60 escravos além do número ajustado. Sem demora, comunicou o fato ao vendedor, que respondeu:
    — São escravos da Nação. Continue a desfrutar os seus serviços.
    Caxias reuniu os negros e, sem a menor hesitação, lhes deu liberdade incondicional.

§§§§§§§§

   Durante a guerra do Paraguai, num dia chuvoso, Caxias estava molhado, a cavalo, debaixo de uma árvore. A cada instante a região era varada por balas de artilharia. Chegou-se a ele um ordenança de cavalaria, trazendo com cuidado uma xícara de café:
    — O Sr. Bonifácio de Abreu manda isto a V. Exa. Recomendou-me que não deixasse cair uma só gota no chão.
    Olhou-o o marechal calmamente, e disse:
   — Eu não quero. Beba-a você, camarada.
    Voltando depois para o seu estado-maior, observou:
   — Quando os meus soldados estão morrendo na chuva, nesta saraivada de balas, não posso dar-me nenhuma regalia, por pequena que seja.
O Imperador admirou em Florença o quadro “Batalha do Avaí”, de Pedro Américo. Quando a obra chegou ao Brasil em 1877, foi vê-la novamente acompanhado de Caxias, então presidente do Conselho de Ministros. Os elogios eram unânimes, mas Caxias, que fora o comandante da batalha e era a figura dominante na tela, conservava-se mudo. Discretamente, o Imperador perguntou-lhe:
    — Que diz, Sr. Caxias?
  — Desejava saber onde o pintor me viu de farda desabotoada. Nem no meu quarto!

Fontre:


         Gutemberg Castro
           

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ouro preto, Monarquista Convicto. (bol. n° 13 - 01/10/2012)


      visconde de Ouro Preto

 Monarquista Convicto

     Afonso Celso de Assis Figueiredo,  visconde de Ouro Preto, (Ouro Preto, 21 de fevereiro de 1836 — Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 1912), foi um político brasileiro.
      No início do século XX, posteriormente à proclamação da república, foi professor de Direito Civil e Comercial da Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro. Foi um dos políticos mais importantes do Segundo Reinado do Império do Brasil e grande amigo de D. Pedro II.
Foi eleito senador pela província de Minas Gerais e tomou posse em 26 de abril de 1879. Também ocupou os cargos de secretário de Polícia, inspetor da Tesouraria Provincial e procurador da Fazenda. Tendo sido deputado provincial em dois mandatos e deputado geral por Minas Gerais por quatro vezes.
    Foi ministro da Marinha e da Fazenda e membro do Conselho de Estado. Presidiu o último Conselho de Ministros do Império. Assis Figueiredo foi preso em 15 de novembro de 1889 no Quartel-General do Campo de Santana, no dia da proclamação da república, com todo o ministério, tendo sido exilado em seguida.
     Ainda no Império, o visconde de Ouro Preto, Monarquista convicto, abraçou a causa abolicionista. Quando senador criou um imposto de 20 réis sobre o preço das passagens de bonde, fato que gerou grande agitação no Rio de Janeiro, conhecida como a "Revolta do Vintém", em janeiro de 1880.
    Publicou, entre outras obras, A esquadra e a oposição parlamentar e Advento da ditadura militar. Foi agraciado com o título nobiliárquico de visconde em 13 de junho de 1888.
    Casou em 6 de janeiro de 1859 com Francisca de Paula Martins de Toledo (São Paulo, 11 de fevereiro de 1839 — Rio de Janeiro, 22 de abril de 1916), filha do coronel da Guarda Nacional e conselheiro Joaquim Floriano de Toledo, e de sua segunda esposa, Ana Margarida da Graça Martins. Do casamento entre o visconde de Ouro Preto e Francisca de Paula nasceu o imortal Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior, que veio a fundar o Jornal do Brasil. Francisca de Paula era irmã de Carlota Martins de Toledo, esposa de Jorge João Dodsworth, o segundo barão de Javari. Dodsworth era cunhado do barão de Tefé e, portanto, tio de Nair de Tefé.
     O visconde de Ouro Preto escreveu uma obra de história sobre os dez primeiros anos da República. 


Armas do Visconde de Ouro Preto

    O visconde com grandeza de OURO PRETO foi Affonso Celso de Assis Figueiredo que nasceu na cidade de Ouro Preto em MMG aos 21 de Fevereiro de 1837 e faleceu em Petrópolis em 21 de Fevereiro de 1912.Era filho de João Antônio Affonso e de Maria Madalena de Figueiredo Affonso. Casou em 6 de Janeiro de 1859 com Francisca de Paula de Martins de Toledo, nascida em SP a 11 de Fevereiro de 1839 e falecida no RJ a 22 de Abril de 1916;filha do Tenente-Coronel, Conselheiro Joaquim Floriano de Toledo e de sua segunda mulher Ana Margarida da Graça Martins. Bacharel em direito pela Academia de SP em 1858,foi secretário de polícia; deputado Provincial várias vezes; deputado geral pela província de MG, nas 12ª,13ª e 17ª legislaturas e Senador por sua Província natal nomeado em 1879. Chamado aos conselhos da Coroa foi Ministro da Marinha no 22° Gabinete de 3 de Agosto de 1866 na Fazenda no 27º Gabinete de 5 de Janeiro de 1878, nomeado em 8 de Fevereiro de 1879 e da Fazenda no 36º Gabinete, último do Império de 7 de Junho de 1889,do qual foi o presidente do Conselho. Era Conselheiro de Estado Ordinário nomeado em 1882 do Conselho de S.M. o Imperador. Grande do Império, Veador de S.M. a Imperatriz, Grã-Cruz da Ordem de Isabel a católica de Espanha, do Leão Neerlandez, Sócio Honorário e vice- presidente dói IHGB, Sócio do Instituto do Ceará e de muitas outras Sociedades científicas e literárias nacionais e estrangeiras.  

    Fonte:
    Novo dicionário de história do Brasil - Melhoramentos 1970 
    Wikipédia

         Gutemberg Castro
           

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