segunda-feira, 15 de outubro de 2012

VISCONDE DE SALTO – Homem de inteligência invulgar (Bol. nº 16 - 16/10/2012)



 O BARÃO E VISCONDE DE SALTO 

                                                – Homem de inteligência invulgar




D. Pedro II galardoa Antônio José Dias Carneiro com a Comenda da Ordem da Rosa

 

FOI ANTÔNIO JOSÉ DIAS CARNEIRO


     Nasceu em Resende, no dia 1º de Abril de 1814 e faleceu a 14 de Julho de 1891. Filho de Escolástica Carneira de Sá , nascida em Resende no dia 7-VI-1793 ). Casou–se pela 1ª vez no dia 26 de outubro de 1810 com o Tenente Antônio José Dias Coelho, nascido e batizado na Freguesia de Nossa Senhora das Neves do Carajal, termo da Vila de Sarnacelhe, bispado de Lamego, Portugal, perante o Reverendo Ministro José Antônio Martins de Sá, coadjuvado pelo Pe. Manuel Serafim dos Anjos e das testemunhas Sabino Antônio Delgado e João Luiz Pinto, na Matriz de Resende. Do casal nasceram sete filhos: João Dias Carneiro, Capitão José Dias Carneiro, Antônio  José Dias Carneiro, Maria Dias Carneiro, Capitão Manuel Dias Carneiro, Antônia Dias Carneiro e o Tenente Joaquim Dias Carneiro .
    Escolástica Carneira de Sá, ficando viúva, casou-se em 1822, na mesma Matriz de Resende com Fernando Pereira Vianna, do qual nasceram mais cinco filhos: Alferes Francisco Pereira Vianna, Ana Carneiro de Sá, Fernando Pereira Vianna Filho, Leopoldina Carneiro de Sá Vianna e Escolástica Carneiro de Sá.
     Antônio José Dias Carneiro foi um homem de inteligência invulgar. Fez unicamente o curso primário na escola particular do Comendador Fabiano Pereira Barreto. Trabalhou algum tempo na lavoura e depois, por dez anos consecutivos prestou serviços como balconista da principal firma comercial do comendador João Lourenço Dias Guimarães, onde granjeou amizades e estima. Com o fruto de economias e com o auxílio dos seus amigos Barão do Amparo, do Comendador Antônio de Paula Ramos e do major Manuel Correia – iniciou sua vida comercial por conta própria. Mais tarde, tornou-se sócio de outros ilustres personagens resendenses – do Comendador Joaquim Gomes Jardim, do Comendador Antônio José Nogueira, do Barão do Bananal e Marcelino Manuel Guerra – na organização da firma Guerra & Cia. Comércio de Café.
    Antônio José Dias Carneiro foi o 1º Negociante de Resende matriculado no Tribunal do Comércio do Rio de Janeiro.
    Dias Carneiro sempre foi um bom cristão e soube distribuir favores e benefícios. Na Guerra do Paraguay foi o 1º a oferecer ao Governo Imperial dezoito escravos moços, aptos para a luta. Era abolicionista, partidário da extinção gradual do cativo.
    Em 11 de abril de 1840, por ofício do Presidente da Província, Dias Carneiro foi nomeado ajudante do administrador do Correio da Vila de Resende. Em virtude da demissão concedida ao Comendador Antônio da Rocha Miranda e Silva (pai do Barão do Bananal) e 1º administrador da Agência do Correio de Resende, foi nomeado seu sucessor em 1841.
    Antônio José Dias Carneiro exerceu cargos de alta responsabilidade. Foi nomeado e eleito por votação popular dentro do Partido Liberal que sempre pertenceu, para os cargos de Juiz de Paz, Juiz Municipal. Juiz de Órfãos, Presidente do Colégio Eleitoral e por longos anos Tesoureiro e Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Resende.

    Em 9 de Novembro de 1882, perdoa a dívida de 10:600$000 que emprestara anos antes, sem juros à Santa Casa, para obras do hospital.
     Por decreto de sete de Agosto de 1877, D. Pedro II galardoa Antônio José Dias Carneiro com a Comenda da Ordem da Rosa, pelos relevantes serviços prestados à Pátria, e, por decreto de 14 de maio de 1883 é agraciado com o título de Barão  do Salto, e, em face da remuneração e liberdade concedidas a escravos e serviços prestados ao Estado, D. Pedro eleva o título a Visconde do Salto, em 24 de maio de 1886.
       O Visconde do Salto faleceu solteiro.


A LENDA DO ÚLTIMO ADEUS




      A lenda do Último Adeus diz que o comendador Henrique Irineu de Souza, filho do visconde de Mauá, residia com sua família na fazenda Mont Serrat. Uma de suas filhas era noiva do visconde de Salto, grande proprietário de terras na vizinhança da aldeia de Boa Vista (hoje Engenheiro Passos), e que subia a serra no lombo de seu bizarro cavalo e acompanhado do fiel escravo, para visitar sua noiva sinhazinha. Após alguns dias, retornava à freguesia. Na descida da serra existe um trecho de onde, se avistava a casa grande de Mont Serrat, hoje sede do Parque Nacional.
    O visconde de Salto escalava a pedreira, e acenava o lenço, dava o último adeus a sua amada, pois dali em diante não mais se avistava a casa grande. Estes grandes e felizes momentos repetiram-se de tempos em tempos, o que deu origem ao nome do local, a Pedra do Último Adeus. (Revista da academia Itatiaiense de história, número 1-2005-Célia Borges).


A biografia do visconde foi enviada [ao site Archivo Nobiliárchico Brasileiro] pela gentil colaboradora Maria Cristina F. Marcondes Godoy por indicação de José Eduardo O. Bruno, ambos pertencentes a Academia Resendense de História da qual Maria Cristina é uma das diretoras. Essa biografia também se encontra no livro editado pela Academia no final de 2001 "Resende 1801- 2001 Crônica dos Duzentos Anos".

Fonte: 


Gutemberg Castro

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