sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Proclamação da República, uma geringonça aos solavancos. (Bol. Nº 19 - 28/10/2012)


      Proclamação da República,
 uma geringonça aos solavancos.




    O embaixador da França relatou ao seu país, na ocasião da proclamação da República: “Dois mil homens, comandados por um soldado revoltado, bastaram para fazer uma revolução que não estava preparada, ao menos para já. Informações particulares permitem afirmar que os próprios vencedores não previam, no começo do movimento, as condições radicais que ele devia ter”.  
   Quanto à organização das forças que derrubaram de supetão a Monarquia, elas lembravam mais uma geringonça andando aos solavancos do que um trem bem azeitado. O dia 15 foi repleto de lances de confusão, de líderes que deram shows de hesitação (a começar por Deodoro), de liderados que acreditaram em boatos e saíram de quartéis pensando que estavam apenas derrubando o Ministério.
    Benjamim Constant estivera com Deodoro, no dia 14 de novembro, e estava desolado. Ao descer do bonde no Largo de São Francisco, encontrou por acaso Aristides Lobo e Francisco Glicério, e lhes deu péssimas notícias sobre o estado de saúde do marechal. 
   — Creio que ele não amanhece, e se ele morrer a revolução está gorada. Os senhores, civis, podem salvar-se, mas nós, militares, arrostaremos as conseqüências das nossas responsabilidades.
    Na tarde do dia 15, ao perambular pela cidade e constatar que pouquíssimas pessoas falavam de República, Constant percebeu o quanto a situação era esdrúxula. Encontrando o jornalista republicano Aníbal Falcão com um grupo de amigos, na Rua do Ouvidor, disse-lhes:
    — Agitem o povo, que a República não está proclamada.
Aníbal Falcão redigiu uma confusa moção, dizendo que “o povo, reunido em massa, fez proclamar o governo republicano”. E conseguiu colher cerca de 100 assinaturas do “povo em massa”.
    A dificuldade realmente intransponível era fazer Deodoro aceitar um ministério presidido por Silveira Martins, que fora indicado ao Imperador pelo Visconde de Ouro Preto. Eram inimigos desde o tempo em que o marechal serviu no Rio Grande do Sul, quando disputou com Silveira Martins as graças da Baronesa do Triunfo. Somente ao saber, já de noite, através de Benjamim Constant, que o Imperador havia nomeado Silveira Martins para a chefia do Ministério, Deodoro teria se resolvido a aceitar a instauração do regime republicano. Também se tentou que Deodoro fosse ter um encontro pessoal com D. Pedro II, mas o marechal recusou-se com estas palavras:
     — Se eu for, o velho chora, eu choro também, e está tudo perdido.
    A Princesa Isabel confirma: “A ideia de chamar para formar ministério a Silveira Martins, seu inimigo mortal (uma vez que Ouro Preto estava preso, e, solto sob palavra, pediu demissão), facilitou o trabalho dos republicanos que o cercavam, os quais aproveitaram-se do descontentamento da situação e conduziram-no à República”.

   O marechal Deodoro jamais contestou que, até às vésperas de 15 de novembro, tivesse servido devotadamente ao Imperador. A sua adesão às idéias de Benjamim Constant data, talvez, de 10 a 12 daquele mês. Certo dia, já presidente, recebeu Deodoro no Itamarati um cavalheiro que alegava ser republicano de longa data, batendo-se pela República desde 1875.
    — Pois eu, meu caro senhor, não dato de tão longe. Sou republicano de 15 de novembro; e o meu irmão Hermes, de 17!
  Deodoro era presidente da República, quando o convidaram para visitar o ateliê de Rodolfo Bernardelli, no qual se achava, quase concluído, o quadro representando a proclamação da República. Na tela, a sua figura aparece montando um bonito cavalo. Ele se voltou para os que o acompanhavam, e comentou:
    — Vejam os senhores... Quem lucrou, no meio de tudo aquilo, foi o cavalo!



 Gutemberg Castro

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Filme do translado dos restos mortais de D.Pedro II (Bol. Nº 18 - 24/10/2012)

FANTÁSTICO!!!
Filme do translado dos restos mortais dos Imperadores do Brasil



VEJA O VÍDEO

Serviços Cinematográficos do Exército - Companhia Produtora Portugal, 1920

Género: documentário
Duração: 00:06:25, 16 fps
Formato: 35 mm, PB, sem som
AR: 1:1,33
ID CP-MC: 3004989-004-00.20.22.00

Fonte: http://monarquista.com.br/?p=302


Gutemberg Castro




Casamento do Grão-Duque Herdeiro de Luxemburgo (Bol. Nº 17 - 23/10/2012)

CASA IMPERIAL DO BRASIL presente no casamento do Grão-Duque Herdeiro Guillaume do Luxemburgo com a Condessa Stéphanie de Lannoy.

 Príncipe Dom Antonio e a Princesa Dona Christine de Orleans e Bragança.

      O destaque de hoje vai para a representação da Casa Imperial do Brasil no casamento do Grão-Duque Herdeiro Guillaume do Luxemburgo com a Condessa Stéphanie de Lannoy: o Príncipe Dom Antonio e a Princesa Dona Christine de Orleans e Bragança. Presentes também o cunhado e a irmã do Chefe da Casa Imperial do Brasil - Dom Luiz de Orleans e Bragança, o 13º Príncipe Titular de Ligne, o Príncipe Michel e a Princesa Dona Eleonora.
    Dona Christine de Orleans e Bragança, nascida Princesa de Ligne, é filha da Princesa Alix, nascida Princesa de Luxemburgo, sendo, portanto prima irmã do atual Grão-Duque do Luxemburgo. Dona Christine além de ser prima do noivo, também compartilha com a Condessa Stéphanie, o 10.º Príncipe de Ligne, Ernest Henri, como antepassado.

O CASAMENTO GRÃO-DUCAL

Príncipe Guillaume do Luxemburgo com a Condessa Stéphanie de Lannoy






    No sábado (20/10/12), comparecem ao casamento Grão-Ducal mais de 800 convidados, entre membros da Realeza de todo mundo, membros do governo luxemburguês, corpo diplomático e amigos da Família. Presentes os Reis da Noruega e da Bélgica com os respectivos Príncipes Herdeiros, a Rainha da Dinamarca e seu Consorte – acompanhados pelos Príncipes Herdeiros, a Rainha da Suécia e a Princesa Herdeira com seu Consorte, a Rainha da Holanda acompanhada dos Príncipes Herdeiros, os Príncipes Soberanos de Liechtenstein, a Princesa de Hannover – representando o Príncipe de Mônaco, o Príncipe Herdeiro do Japão, os Príncipes das Astúrias – representando os Reis da Espanha, os Reis de direito da Grécia e da Bulgária, além do Chefe da Casa Real de Portugal e da França, bem como da representação da Casa Imperial do Brasil, pelo Príncipe Dom Antonio de Orleans e Bragança e o Herdeiro do Trono da Alemanha e da Prússia.


Gutemberg Castro

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