sábado, 2 de fevereiro de 2013

GENERAL OSÓRIO, Monarquista de longa data (Bol. Nº 27 - 02/02/2013)


'Sou monarquista de longa data'

                                     Manuel Luiz Osório (Marquês de Herval) 

     O barão, Visconde com grandeza e marquês de HERVAL foi Manuel Luiz Osório que nasceu em Conceição do Arroio, no Rio Grande do Sul em 10 de Maio de 1808 e faleceu no Rio de Janeiro em quatro de Outubro de 1879. Era filho de Manuel Luiz da Silva Borges e de Ana Joaquina Luiza Osório, neto paterno de Pedro Luiz e de Maria Rosa e materno do Tenente Thomaz José Luiz Osório e de Rosa Joaquina de Souza. Casou com Francisca Fagundes Osório que faleceu viscondessa. Entrou para o Exército como praça e por seu valor, merecimento e heroísmo galgou todos os postos até o de Marechal de Exército. Foi o herói de Monte Caseros na guerra contra o ditador de Buenos Aires. Nomeado General em Chefe para comandar o exército na guerra do Paraguai, toma parte no cerco que obrigou a rendição de Uruguaiana, estando presente S.M. o Imperador, atravessa Corrientes, transpõe o Passo da Pátria e é ele, General imprudente, que por assanhos de bravura, antes de todos, salta e crava sua lança em território paraguaio. Na batalha de 2 de Maio, salva o exército da República Oriental, levando de rojo as hostes inimigas. Em 24 de Maio, na maior batalha da América do Sul, derrota por completo o exército paraguaio. Ferido gravemente na face, na segunda batalha de Dezembro de 1869, volta ao Rio Grande do Sul, e aí recebe comunicação do Marechal de Exército S. Alteza o Senhor Conde d’Eu, avisando-o da sua nomeação de General em Chefe de todas as forcas brasileiras no Paraguai e lastimando que a enfermidade o privasse da cooperação de tão bravo General. O legendário, eletrizado, ergueu-se do leito, e ainda de aparelho no rosto, tomou a lança e marchou ao lado do príncipe para a campanha chamada das Cordilheiras. Foi o seu último feito de armas o de Prebebuí, nos cinquenta anos de gloriosa vida militar. Foi Senador por sua Província em 1877, Ministro da Guerra no 27º Gabinete de 1878, do Conselho de S. Majestade, Grande do Império, Grã-Cruz de todas as Ordens Brasileiras, e tinha grande número de medalhas militares.

    Com a paz, em 11 de janeiro de 1877, Osório foi nomeado pela Princesa Isabel Senador do Império pela Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, sua terra natal. Em discurso no Senado, declara: "A farda não abafa o cidadão no peito do soldado. Era Monarquista, sendo  um dos seus mais ferrenhos defensores, como deixou claro ao barão de Cotegipe, em 15 de abril de 1879:
"[...] sou, de longa data, liberal monarquista, unionista do Império do Brasil. Não pense que vou para a República, nem para o despotismo; mas direi ao nobre senador, que em matéria de serviço público eu não indago o que são brasileiros na política, porém, sim, se cumprem os seu dever em bem da Pátria."
— Em sessão no Senado, poucos meses antes de falecer.

     Por decreto de dois de junho de 1877, foi-lhe outorgada a patente de Marechal-de-Exército Graduado. Com a ascensão do Partido Liberal ao poder, Osório foi nomeado Ministro da Guerra no gabinete Sinimbu em 1878. Permaneceu no cargo até a sua morte, em 4 de outubro de 1879, no Rio de Janeiro - RJ, aos 71 anos de idade, doente com pneumonia.
   Com o seu falecimento, seguido por de outros militares monarquistas fieis a Dom Pedro II, como Luís Alves de Lima e Silva (duque de Caxias) e Polidoro da Fonseca Quintanilha Jordão (visconde de Santa Teresa), abriu espaço para uma nova geração de militares, que sofreram forte influência dos militares caudilhistas e insubordinados dos países vizinhos e que era em sua maior parte indiferentes a Monarquia quando não opositores. Apesar de ter falecido dez anos antes do advento da República no Brasil, é possível saber sua opinião quanto aos atos de Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto (ambos veteranos da Guerra do Paraguai), que além de terem se insubordinado e traído o governo legal, tornaram-se também os dois primeiros presidentes e Ditadores do país:

   “Seria um desgraçado aquele que, depois de haver combatido com as armas da guerra o inimigo externo, pusesse depois essas mesmas armas ao serviço do despotismo, de perseguições e violência contra seus compatriotas.”
Marquês do Herval


     O esquife com seus restos mortais, embalsamado, foi colocado na capela do Arsenal de Guerra, hoje destruído. Em 16 de novembro de 1879, seus restos mortais foram levados para o Asilo dos Inválidos da Pátria, na Ilha do Bom Jesus da Coluna, onde permaneceram até o translado para a Igreja de Santa Cruz dos Militares, em 3 de dezembro de 1887. Em 21 de julho de 1892, seu corpo foi transferido para a cripta construída sob sua estátua equestre, fundida com o bronze de canhões tomados na Campanha da Tríplice aliança, na Praça XV de Novembro, no Rio de Janeiro. Finalmente, em 1º de dezembro de 1993, deu-se início ao solene translado dos restos mortais do Marechal Osório, passando pelos Municípios de Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre. Em 11 de dezembro, seu corpo foi depositado no jazigo nas proximidades da casa onde nasceu já no interior do parque histórico.

  Fonte: Arquivo Nobiliárquico Brasileiro;
             Wikipédia.
                        Gutemberg Castro

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